Tsedacá: a finança de Deus

“… por esta causa te abençoará o Senhor teu Deus
em toda a tua obra, e em tudo o que puseres a tua mão.”
(Dt 15:10)

Ao tentar compreender os fundamentos celestiais que influenciam o aspecto finan­ceiro de nossas vidas, deparei-me com o princípio da tsedacá.

Na cultura judaica, a tsedacá é ensinada como a responsável, em boa parte, pela riqueza dos ju­deus e consiste na obrigação de destinar parte da renda para a assistência às pessoas carentes, pois existe intrínseca relação entre a ajuda aos pobres e a prosperidade financeira.

A tsedacá está fundada no princípio da medida por medida (midá kenégued midá), segundo o qual os céus agem conosco da mesma forma e na mesma medida que nos comportamos com nossos semelhantes. Em outras palavras, se somos bondosos e generosos ao liberar recursos para aqueles que passam por dificuldades materiais, semelhantemente os céus serão bondosos e generosos conosco em nossas necessidades financeiras. Assim, a medida do quanto seremos abençoados somos nós mesmos que determinamos.

Segundo a tradição rabínica, a quantia a ser destinada para a caridade é de, no mínimo, 10% e, no máximo, 20%. Se o leitor tiver interesse em saber mais sobre o tema, num livro que escrevi especificamente acerca da tsedacá, explico como chegaram a esses parâmetros e quais os critérios que um cristão deve adotar em sua vida.

Um ponto que chama atenção é o fato de que a tsedacá não se confunde com o dízimo habitualmente pregado nas igrejas cristãs, pois este último é para a manutenção dos templos utilizados para os cultos religiosos, enquanto a tsedacá tem destinação exclusiva para a ajuda aos pobres. Aliás, a tsedacá nem sequer precisa ser entregue em templos religiosos, podendo ser destinada a entidades voltadas para a assistência de grupos e de pessoas vulneráveis (crianças com deficiência, pessoas doentes, idosos etc.) ou mesmo, e preferencialmente quando possível, diretamente àqueles que precisam.

Quando digo que ela é responsável “em parte” pela prosperidade e riqueza do povo judeu, é porque ainda obedecem a diversos outros comandos divinos que abrangem desde a educação dos filhos, o casamento, os estudos, a ética profissional etc. 

CONTINUA…

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Sobre o autor

Henrique Lima

Sobre o autor

Henrique Lima

Henrique Lima é advogado atuante em defesas de servidores públicos civis e militares, de trabalhadores da iniciativa privada, de profissionais liberais, de associações, sindicatos e empresas em temas envolvendo direito administrativo, tributário, previdenciário (INSS e RPPS), do trabalho e do consumidor.

 

É mestre em direito pela Universidade de Girona – Espanha e pós-graduado (lato sensu) em direito constitucional, direito do trabalho, civil, consumidor e família. É sócio do escritório Lima, Pegolo & Brito Advocacia (www.lpbadvocacia.com.br) que possui unidades em Curitiba-PR, Campo Grande-MS, Cuiabá-MT, Rio Brilhante-MS, Dourados-MS e Aquidauana-MS, mas atende clientes em vários Estados brasileiros.

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